quinta-feira, 29 de maio de 2014

I Want Remember- Fanfic com Harry styles

Postado por lethicia às 20:05 0 comentários


Posso me tranquilizar, me reerguer, me transformar e até mesmo me esconder de todo o caos e de toda vida. Posso tentar fingir ser outra pessoa e equilibrar todo esse sistema emocional existente, há coisas impossíveis e formas não exatas e sonhos bem, bem distantes. Existem átomos ocultos, linhas imaginárias, cadeados sem chaves. Eu sou o meu próprio claro e eu sou a minha própria escuridão. Tem dias que preferido ver tudo com o meu olhar mais lindo, com a luz mais clara e com a mente mais aberta possível, mas tem dias que eu não consigo encarar o foco, pular o muro, nem correr contra o vento, tem momentos que eu vejo tudo escuro, embaçado, e me desespero em busca daquela claridade de outrora, ou de alguém com o olhar mais claro e limpo que esse meu. Mas eu vejo que estou vivendo o certo, não podemos ser só cores, não vai ser sempre tudo colorido, o preto e branco por mais que seja antigo ele não vai deixar de existir, não vai, e precisamos saber lidar com tudo isso. Eu sou uma claridade perdida na minha própria escuridão com cor. Consegue entender?
Não eu acho que nao,porque ninguém entende,nem eu mesma intendo sabe,de onde pode surgir tanta dor.
Mas eu posso continuar tentando não é mesmo? posso andar por ai com um sorriso no rosto e dizer pra todos que esta tudo bem.
Doer? Dói, mas eu disfarço bem .
Mas é uma mistura louca de sentimentos,sonhos nao realizados,dor de nao conhecer seu idolo,dor de viver em um mundo constituído de julgamentos desnecessários.

Capitulo 1
You found me

Acordei mas não queria me levantar,fiquei longos minutos na cama ate me convencer que eu nao poderia fica ali pra sempre.
Me levantei e praticamente joguei as pernas no chão e fui me arrastando ate o  banheiro.
Me despi rapidamente e liguei o chuveiro,na água gelada mesmo,pra ver se eu me despertava. Apos um longo tempo embaixo d'água,me enrolei na toalha e parei em frente ao espelho vendo o quão deprimente eu estava. Cenas da noite anterior passavam como fleches em minha mente.
Seriamente a que ponto eu cheguei mesmo? Meus braços e minhas pernas todos cortados,todos feridos. O incrível era que aquilo não me causava mais nem um pingo de dor,na verdade o que doía eram os motivos que me levavam aquilo. Eu não sei lidar com emoções fortes,quando elas vem somente a lamina consegue me tranquilizar.
Suspirei pesadamente passando as mãos sobre meu pescoço,e sai em direção do meu quarto.
Vesti uma calça de moletom e minha blusa também,pois eu nao queria que minhas amigas vissem como eu estava.
Karla e Edimara,eu morava com elas a 3 anos ja. Elas sabiam que eu me automutilava,porem eu havia prometido parar,e elas estavam acreditando na minha melhora,ou fingindo acreditar pra não me contrariar,pois toda vez que esse assunto era tocado ou o da Bulimia sempre terminava em discussão.
Eu sei que elas estavam querendo somente meu bem,mas acredite não é fácil parar. Eu não me arrependo dos meus cortes,mas seu eu pudesse eu na teria feito o primeiro. 
Caminhei em direção a cozinha e la estavam elas,sentadas e rindo de alguma coisa que passava na televisão.
-Bom dia..-eu sorri amarelo. Elas pararam e me olharam alegres.
- (seu apelido) ..-Disse karla vindo em minha direção depositando um beijo em minha bochecha e em seguida pegando suco na geladeira
-Bom dia sunshine..- Disse Edimara sorridente. Me sentei na bancada e logo elas ja me serviram o café,com elas ou eu comia ou eu comia,não tinha alternativas. Elas eram pior que minha mãe.
Terminamos o café em silencio,na verdade eu fiquei brincando com minha xícara,pra minha sorte a Edy estava com a cabeça muito ocupada aquele dia. Ela era uma Angel,isso mesmo modelo da Victoria Secrets, e teria um desfile naquela noite e ela estava mega avoada com os preparativos.
Antes de virmos pra Londres eu costumava compara-la com a Chanel Iman . Perfeita,ela foi uma Angel perfeita.
Sentei na sala procurando um filme pra ver,ja que eu era a unica desocupada da casa,ja que a Karla era empresaria da Edy.
Logo em seguida elas se sentaram do meu lado e me olharam ao mesmo tempo.
- (seu apelido) Voce vai ao meu desfile néh?...-Edy me olhou com cara de urso panda sem dono,confesso que aquilo quase me comoveu.
-Edy,voce sabe que eu nao gosto dessas coisas,la vai ta cheio de gente...- Respondi tentando nao encara-la
- Mas isso é bom , pelo menos voce faz novas amizades,conhece novas pessoas,poxa vai ser legal,voce nunca mais foi nos meus desfiles,eu sinto sua falta la..- Edy me disse com a voz um pouco triste,eu odiava ver ela ou a karlinha daquele jeito. Suspirei fundo.
- Olha nao prometo ficar la ate  o final,mas posso tentar. - Sorri amarelo e ela me abraçou e fez um high five com karla.
Colocamos o filme passamos a tarde toda la juntas em baixo dos cobertores como a muito tempo nao faziamos.
Acordamos com o toque do celular de Edimara,que parecia vibrar igual um terremoto.
Praguejei ate o ultimo dia de vida,de quem quer que estivesse tirando meu precioso sono.
Ultimamente eu só encontrava paz enquanto dormia,assim meus pensamentos nao me perturbavam..
-Sam...-ouvi Edy dizer com a voz sonolenta..- Ai meu Deus,se acalme Sam..Não eu sei,ja estamos indo..
-O que foi? ..- Perguntou karla acordando..
-Gente estamos super atrasadas,ja sao 18 h..- Edy falou enquanto corria pro banheiro
-Droga..-Falei jogando o cobertor de lado. Porque diacho eu aceitei ir nesse desfile mesmo? Aé,Edimara e suas chantagens com a carinha de panda abandonado.
Me levantei e caminhei em direção ao meu quarto,e amarrei meu cabelo em um coque alto ja que iriamos nos arruma la no Backstage do local.
***
-Edimara saiba que isso vai te custar caro..-Falei enquanto me olhava no espelho. Se duvidar minha cara tinha 15 KL de maquiagem,e nao,nao era nada que me agradasse. Eu sempre gostei do preto básico e não daquele monte de brilho.
Analisei novamente minha imagem e suspirei fundo passando as maos sobre meu vestido,que por uma graça divina me deixaram escolher o modelo.
Digamos que nao era bem meu estilo,mas foi o melhor que encontrei la,e que esconderia minhas cicatrizes. E coloquei tambem uma meia calça transparente.

Logo a correria começou,modelos pra ca,fotógrafos pra la,cantores pra cá,repórteres pra la,eu só sei que ja estava completamente zonza.
Pelo o que a Edy me disse uma tal boyBand , One direction se nao me engano é quem iria cantar la, nem me interessei em presta atenção no que ela falava,só ouvia o nome Zayn sem parar ... Eu ja estava de saco cheio daquilo tudo e nem tinha começado ainda.
- Desamarra essa cara feia..- Edy me disse enquanto passava pra se posicionar na grade que as levaria pro palco. Rolei os olhos e a ignorei completamente.
A tal Boyband cantou duas musicas e elas entraram como um furacão.
Adriana,Chanel,Edimara e a Delevingne entraram na grade. Como sempre Adriana abriu o desfile sendo seguida pelo restante.
Peguei meu celular coloquei uma musica pra nao ficar a sós com meus pensamentos,acredite eles poderiam me matar.
Quando dei por mim o desfile ja havia acabado,e estava novamente aquele tumulto de gente,só que dessa vez estava pior ainda,eles estavam comemorando alguma coisa.
***
Depois de longos minutos de espera Edy saiu sorrindo de la mais que o normal,e eu ja as esperava no carro.
Karla embarcou dirigindo e Edy no banco do carona.
Ouvi ela dizer sobre amanha termos companhia no almoço, e eu apenas resmunguei algo e chegamos em casa e eu ja fui logo pro meu quarto dormir.

CAPITULO 2     
NOTHING HAPPENS BY CHANCE. 
Acordei meio zonza, talvez seja pelo sonho horrível que tive.
Caminhei em direção ao banheiro, e fiz minhas necessidades o mais rápido que pude.
Fui ate a cozinha e tinha um bilhete da Edy na geladeira.
 “-Fomos ao supermercado. Não se esqueça de ir pegar o bolinha no PetShop. XX Edy
Caramba ,bufei alto, sinceramente não estava nos meus planos sair de casa hoje. Não que eu nao gostasse do bolinha, ele realmente era um amor, na verdade eu amava animais, e o Bolinha era um Chow Chow muito fofo.
Passei pela sala pegando as chaves do meu carro, que pra falar a verdade eu nao usava a um bom tempo, e nem sei se ta funcionando. Engatei a chave na ignição do meu porsche cayenne , e agradeci por tudo estar funcionando corretamente.
Sai em direção ao PetShop que nao ficava muito longe ,mas tambem nao era perto.
HARRY POV
Sai de casa louco, estava atrasado e provavelmente eu ouviria Simon reclamar por horas.
Nem tive tempo de pisar no freio quando as luzes traseiras do carro que estava na minha frente se ascenderam, estava perfeitamente distraído para notar que o imbecil tinha simplesmente parado o carro do nada. Meu corpo foi lançado para frente com o impacto da batida e sorte minha estar com o cinto, ou certamente quebraria o nariz. 
Fechei os olhos tentando respirar fundo e me acalmar, eu havia melhorado meu jeito em tratar as pessoas. Podia dizer até que era uma pessoa adorável e sempre muito educado com todo mundo, mas quando algum idiota simplesmente freia o carro no meio da rua sem motivo aparente e te faz quase fundir o seu carro no dele, não dá para ter tanta calma. 
Desafivelei o cinto rapidamente abrindo a porta, tentei não batê-la com muita força e caminhei a passos lentos até o carro da frente. Quando cheguei bem perto do para-choque do meu carro que estava muitíssimo amassado, a porta do motorista do carro da frente bateu com uma força extraordinária, e uma coisa histérica saiu de lá de dentro. 
- Você está cego, seu imbecil? – Gritou. 
- Foi você que freou essa merda, não sabe dirigir não? – gritei de volta a cortando irritado. 
- Você bateu na traseira do meu carro e eu não sei dirigir ? Me poupe. – me virei pronto para mandá-la calar a boca, mas assim que me virei de frente para a moça que mexia em seus cabelos nervosa, minha voz sumiu.
- Eu espero que seu carro tenha seguro. – ela disse nervosa passando a mão, que estava tremendo, pelo rosto. 
- A culpa não foi minha. – minha voz saiu bem mais baixa do que antes. 
- É claro que a culpa foi sua, você não presta atenção por onde anda? – ela ainda gritava. 
- Foi você quem freou seu carro, eu não tinha como adivinhar que o carro da frente iria parar do nada. – passei a mão no cabelo me sentindo cada vez mais nervoso, mas já não era pela batida. 
- Eu não ia atropelar aquele gato. – Ela cruzou os braços enquanto eu juntava as sobrancelhas. – Um gato passou na minha frente. 
- Então você sabe que a culpa foi sua. – ela fechou a expressão. 
- Você bateu na traseira do meu carro, ligue para a sua seguradora. – ok, tentei me manter calmo mas assumir a culpa pela batida estava fora de cogitação.
- Não vou ligar nada, a culpa não foi minha. Você deveria estar ligando para a sua seguradora. – Ela me encarou totalmente vermelha antes de começar a fuçar em sua bolsa. – Isso, ainda bem que você reconhece. – completei quando ela colocou o celular na orelha. 
- Estou ligando para a polícia. – disse levantando a sobrancelha. 
- Problema seu, você está errada de qualquer maneira. Qualquer um aqui viu que quem parou no meio da rua foi você. – dei de ombros e ela olhou em volta, tinha uma pequena plateia assistindo nossa discussão. 
- Ah que ótimo, agora eu vou ter que pagar o carro da estrelinha do pop, porque vai todo mundo babar o ovo dele. – Ela disse nervosa enquanto desligava o celular, no fundo ela sabia que a culpa era dela. 
- A gente pode resolver isso sem gritos? – pedi me aproximando dela. 
- Claro. – sorriu meiga e quase sorri de volta. – Quando você assumir que a culpa foi sua. – gritou novamente. 
- Olha linda, não precisa desse escândalo todo. – disse suave, mas pela expressão que ela fez acho que não funcionou. 
- Linda? Ah, me poupe. Nem vem com conversinha, eu não caio nessa. – respirei fundo. 
- Tudo bem, a culpa foi minha eu pago o carro. – joguei os braços pra cima desistindo daquela discussão ridícula e que certamente não levaria a lugar algum. 
- O que você quer com isso? Tá dando uma de bonzinho por quê? – Ela cruzou os braços. 
- Porque eu não vou ficar discutindo com você. Me dá o numero do seu telefone. – pedi, já pegando meu celular no bolso. 
- Eu sabia que você estava querendo algo, não vou te dar o numero do meu telefone. Boa tentativa. – fechei os olhos respirando fundo pra não esganar ela.
- E como você espera que te encontre para pagar o conserto do carro? – Ela abriu e fechou a boca algumas vezes. 
- E por que a gente não vai até o meu mecânico? É melhor e mais seguro, se eu te der meu telefone, você pode não ligar e vou sair no prejuízo. – olhei no relógio constatando o quão atrasado para reunião eu já estava. 
- Eu to bem atrasado, se eu não te ligar quem sai perdendo sou eu. – claro que ela não poderia saber do que eu estava falando. 
- Eu posso ir com você e, depois do quê você tiver que fazer, a gente vai no meu mecânico. – se ela queria ir comigo, quem era eu para negar. 
- Você quem sabe. – dei de ombros. 
- Vou te seguindo. – Ela disse antes de caminhar de volta para seu carro. 
                                ***
Dei duas batidas no vidro do carro dela que havia estacionado bem ao meu lado, ela desviou a atenção de sua bolsa abaixando o vidro. 
- Quer entrar? Eu posso demorar um pouco. – avisei sabendo que poderia demorar bastante na verdade. 
- Pode ser. – ela deu de ombros antes de abrir a porta. 
Andamos lado a lado pelos corredores da gravadora, em silêncio absoluto. Eu não sabia o que falar na verdade e aquela era a primeira vez que eu não sabia como agir perto de uma garota. Ótimo. 

- Pode esperar aqui, se quiser alguma coisa pode pedir pra garota ali na mesa. – disse quando chegamos na sala da recepção. Ela só concordou se sentando em uma poltrona que tinha ali sem desviar os olhos de seu celular. 
A reunião parecia demorar mais que o normal, e eu não conseguia prestar atenção em mais nada, só ficava contando os minutos com os olhos fixos no meu relógio.
- Tem algum compromisso, Harry? – Simon chamou minha atenção quando percebeu que eu não parava de olhar as horas. 
- Hum? – me fiz de desentendido enquanto todo mundo olhava pra minha cara. 
- Você podia prestar mais atenção na reunião ao invés de se focar em seu relógio. – Simon advertiu sério. 
Acenei positivamente e fingi prestar atenção no restante da reunião, eu juro que tentei me concentrar no que era dito, mas estava realmente difícil. Quando a reunião foi finalmente encerrada, suspirei aliviado. Me despedi rapidamente das pessoas que estavam ali antes de sair pelos corredores apressado. 
- Vamos sair hoje? – Louis perguntou andando ao meu lado. 
- Não vai dar. – respondi acelerando ainda mais meus passos. 
- Por quê? – ele insistiu. 
- Tenho um compromisso. – respondi rapidamente não querendo dar muitos detalhes. 
- Posso saber o que é? – rolei os olhos. 
- Bati o carro e tenho que resolver. – Dessa vez Niall segurou meu braço, me parando. 
- Você está bem? Se machucou? – perguntou preocupado. 
- Estou bem, só destruiu o meu para-choque inteiro. – voltei a andar enquanto explicava bem por cima o que tinha acontecido. 
- Qualquer coisa me liga pra gente sair. – concordei com a cabeça e eles ficaram para trás. 
Geralmente nós ficávamos mais tempo na gravadora quando tinham reuniões, mas eu não podia queria resolver logo minha situação com aquela garota, eu não precisava de mais um escândalo pra minha lista.
- Achei que não ia sair de lá nunca. – ela reclamou se levantando assim que me viu. 
- Eu disse que podia demorar. – me defendi a seguindo até o elevador. 
- Mas não disse que demoraria tanto, tenho outras coisas para fazer. –Que menina chata, pelo amor de Deus.
- Foi você que quis vir atrás. – retruquei já começando a ficar um pouco irritado. 
- Claro, eu não iria deixar o estrago que você fez no meu carro de lado. – afundei o dedo no botão do elevador tentando transferir toda a minha irritação ali e não acabar dando uma patada lendária nela.
- Eu disse que vou pagar. – bufei. 
- Eu precisava de uma garantia. – Ela disse se apoiando na parede do elevador. 
- Ou você só queria passar um tempo comigo. – sorri de lado e ela riu. 
- Próxima piada. Se enxerga. – meu sorriso sumiu e ficamos em silêncio até chegarmos ao estacionamento. 
- Eu prefiro ir no meu mecânico. – entrei no meu carro sem esperar uma resposta. 
Eu não entendia o porquê da antipatia evidente que ela demonstrava por mim. Maravilha, ela devia me odiar. 
- Hey, Mike. – cumprimentei me aproximando. 
- Hey, Styles. Que estrago hein. Andou dirigindo bêbado? – ele disse rindo quando olhou para o meu carro. 
- Não, bati no carro da senhorita aqui. – acenei com a cabeça para ela que havia parado ao meu lado. 
- Hum, a seguradora cobre sabia? – debochou, olhando a menina de cima a baixo.
- Muita dor de cabeça. – dei de ombros . 
- Certo, vou dar uma olhada e te ligo. – ele disse antes de colocar toda sua atenção nela. – Mike Harrison. 
- (seu nome e sobrenome) . – ela disse educada, como não havia sido comigo, sendo que ate agora eu não sabia o nome dela, e sorriu apertando a mão de Mike que estava estendida em sua direção. 
- Você pode deixar o seu numero para que eu avise quando seu carro ficar pronto. – ele disse caminhando até o carro dela.
- Claro, vai demorar muito? – ela foi atrás dele me ignorando totalmente. 
- Não, mas eu aviso quando ficar pronto de qualquer maneira. – Mike observou o carro dela. 
Eu poderia simplesmente virar as costas e ir embora, mas algo me fez a esperar.
- Vou indo nessa. – disse caminhando na direção deles quando percebi que a conversa entre eles havia acabado. 
- Tem como ir para casa (seu nome) ? – Mike perguntou claramente querendo oferecer carona. 
- Eu pego um táxi. Tenta consertar meu carro o mais rápido que puder. – Falou rude pra ele e eu fui caminhando pra fora da oficina.
- Ele é de confiança mesmo? – (seu nome)  perguntou quando me alcançou. 
- É, não se preocupe. – parei de andar quando chegamos a calçada. 
- Onde tem um ponto de táxi por aqui? Passa táxi aqui perto?- ela olhava para os lados.
- Não sei, eu geralmente vou embora com alguém quando meu carro fica aqui. – observei a rua pouco movimentada naquele final de tarde. 
- Ah que ótimo, vou ter que ir andando. –(seu nome) respondeu debochada. 
- Quer tomar um café? –Não me pergunte por que perguntei isso, nem eu sei
- Não. – curta e grossa. 
- Por quê? Não gosta de café? – insisti mesmo depois do fora. 
- Não gosto de você. – encolhi os ombros com sua resposta. 
- Você nem me conhece. – minha voz saiu baixa, mas ainda assim ela me encarou. 
- E nem quero. – engoli seco desviando os olhos para a rua. Ficamos em silêncio por um tempo, até (seu nome)  começar a andar para longe.
Fiquei observando ela se distanciar com as palavras recém ditas latejando em minha mente. Ela girou o corpo e veio em minha direção. 
- O que você quer comigo? – perguntou parando em minha frente com os braços cruzados. 
- Hum? – resmunguei meio confuso. 
- Ficar me convidando pra tomar café, pagar o conserto do meu carro, quando a culpa da batida foi minha. – sorri minimamente. 
- Então você reconhece que a culpa foi sua? 
- É claro que foi minha e reconheço isso, mas para você pagar o conserto do carro e ainda me chamar pra tomar café, alguma coisa você quer. O que é?
- Só fiquei interessado em você. – dei de ombros. 
- Por quê? 
- Porque você é interessante. – ela sorriu irônica. 
- Sei, eu não vou transar com você. – ela esticou o dedo no meu rosto e arregalei os olhos. 
- Eu não disse isso. – dei um passo para trás. Estava começando a ficar com medo dessa garota, sempre me tratando mal, querendo me fazer afastar.
- Tem algum lugar perto daqui? – ela perguntou olhando para os lados. 
- Tem uma Starbucks a duas quadras daqui. – disse meio receoso e confesso que um pouco assustado com sua mudança repentina de humor. 
- Eu espero que o cappuccino de lá seja bom. – ela começou a andar e a segui. 
Fomos o caminho inteiro em silêncio, eu estava receoso de falar com ela e levar uma patada. Definitivamente ela era louca .
Eu não suportaria passar uma hora ao lado da garota que caminhava pensativa ao meu lado, mas eu não podia deixar ela ir embora puta comigo e depois acabar comigo em uma rede social.
(seu nome) encarava a xícara fumegante entre suas mãos com interesse.Suspirei chamando sua atenção e ela me encarou. 
Seus olhos tinham uma certa curiosidade ,isso despertou algo dentro de mim.

- Para quem estava interessado, você está bem quieto. – ela disse sorrindo levemente. 
- Só estou com medo de levar uma patada. – falei sem pensar e desviei meus olhos para a mesa. 
- Eu acho que te causei uma má impressão, não é? Estamos quites  – ela deu uma risadinha.
- Do que está falando? – perguntei vendo-a tomar um pouco do café. 
- Desde o momento em que vi que você que tinha batido no meu carro, eu sabia que não iria se lembrar de mim.
- Eu ainda não entendi, a gente já se viu antes? – sem perceber me inclinei em sua direção. 
- Acho que o certo é dizer que eu já te vi antes, já que você claramente não reparou em mim. – ela deu de ombros.
- Na verdade, acho que me lembro de você. –falei
- Eu duvido. – Leh levantou uma sobrancelha. 
- Você é a garota que me esbarrei no desfile da Victoria. – pela cara dela, eu sabia que a tinha surpreendido.
- Qual? – ela se inclinou em minha direção curiosa.
-Ontem ouxi. – Sera que ela pensa que eu não lembraria, na verdade não a reconheci de cara, porque agora ela vestia uma calça preta bem justa e uma blusa de frio também preta do Ramones. E ontem ela estava toda delicadinha, se ela não lembrasse eu não lembraria.
- Ah é mesmo? –  (seu nome)  começou a rir.
- Claro. – disse sorrindo. – Como eu poderia esquecer? – eu estava jogando charme claro, ainda que ela não “parecesse” cair nele.
- É claro que você lembra, porque além de me dar um pisao nem olhou pra traz antes de sumir naquela confusão de gente.
- Ouxi , eu estava com pressa e arrisco dizer até que você me chamou de idiota. – Respondi a encarando novamente
- É chamei, você foi muito mal educado. – (Seu apelido) deu de ombros fazendo um biquinho. 
- Me desculpe por aquilo, eu não estava em um bom dia. – ela me olhou por alguns segundos. 
- Estou bem surpresa por você se lembrar disso, levando em consideração que você mal olhou na minha cara. – eu me senti mal ao ouvir aquilo. 
- Eu realmente não estava em um bom dia, e eu tenho a péssima mania de descontar meus problemas na primeira pessoa que fala comigo. Entao me agradeça por ter passado reto. – me justifiquei. 
- Eu também tenho essa mania. – ela sorriu doce, ta essa menina só pode ser Bipolar, uma hora me ataca, outra sorri assim.
- Mas o que você queria aquele dia? – perguntei, agora curioso. 
- Como? 
- Você estava bem na porta que dava entrada pro nosso camarim. – disse apoiando o braço na mesa. 
- Eu não fui falar com voces. – a olhei confuso. – O camarim da Edy minha amiga era bem do lado do vocês, eu estava esperando por ela.
- Mas você sabia quem eu era. – Falei
- Sabia, claro. Existe alguém em Londres que não saiba quem você é? – neguei com a cabeça. –Mas de qualquer maneira, você conseguiu me deixar mais puta do que eu já estava por estar naquele lugar, então fui pro carro, e tratei logo de apagar aquele acontecido da minha mente se não eu acabaria descontando nas minhas amigas.
- Realmente uma pena eu não estar em um bom dia, poderia ter te conhecido antes. – Ela voltou a olhar para o café. 
- Não acho que teria sido uma coisa boa. – ela disse baixo, quase como se não quisesse que eu escutasse. 
- Por quê? – eu já desconfiava do porquê, mesmo assim queria ver se ela iria falar. 
- Só acho. – ela deu de ombros. 
- Você trabalha em quê?- resolvi mudar de assunto. 
- Com nada . –Ela rolou os olhos. 
- Você gosta de fazer algo? – eu nem sei porque estava perguntando essas coisas, talvez fosse pra quebra o clima que ficou depois que falamos do ocorrido de ontem.
- Eu amo, tirar fotografias acho que nasci pra isso. – concordei com a cabeça. – Eu preciso ir, tenho que pega o Chow Chow da minha amiga no PetShop. – ela disse se levantando.
- Tudo bem. – me levantei também. 
- Eu deveria te fazer procurar um táxi para mim. – ela disse quando saímos da Starbucks. 
- Fica muito longe daqui ? – perguntei enquanto procurava por algum táxi. 
- Não na verdade ali na esquina. – ela foi até a beirada da calçada.
-Vamos eu te acompanho ate la. – Ela continuou caminhando sem se pronunciar e eu apenas a segui, e esperei que ela pegasse o cachorro.
-Agora vamos procurar um taxy. –Falou enquanto observava o transito. –Achei.– gritou esticando o braço e um carro preto parou bem a sua frente. – Quer uma carona? – perguntou abrindo a porta. 
- Uma boa ideia. – eu não morava tão longe dali mas concordei.
- Posso ir para minha casa primeiro? – ela perguntou enquanto se sentava no banco. 
- Tudo bem. – Pra mim tava de boa eu não tinha o que fazer mesmo. 
(seu nome) passou seu endereço para o motorista antes de pegar o celular dentro da bolsa, ela fuçou nele por um tempo antes de guardá-lo novamente, enquanto eu tentava prestar atenção no caminho que fazíamos. 
- Muito obrigada pelo café. – Ela disse abrindo a porta quando o carro estacionou em frente a uma casa com tom Bege de dois andares, a segurei pelo pulso antes que ela saísse. 
- Me dá o numero do seu telefone. – ela pareceu pensar por alguns segundos. 
- Me dá seu celular? – peguei o aparelho dentro do bolso, o colocando em sua mão. 
Ela me entregou o celular junto com algumas notas. 
- Minha parte na corrida. – ela disse sorrindo. 
- Não precisa. – é claro que eu não iria deixar que ela pagasse. 
- Você já vai pagar o conserto do meu carro, me pagou um café. É muita sacanagem te fazer pagar a corrida. Obrigada pelo café. – ela bateu a porta do táxi e andou até a porta de sua casa sem olhar para trás. 
Dei meu endereço ao motorista e encostei a cabeça no banco me sentindo realmente bem e não sei porque, mas aquela garota me fez sentir algo bom.  
Gostei dela apesar que a primeira impressão que tive dela não foi das melhores, mas nos poucos minutos que tivemos de conversa eu pude ver claramente que ela não passava de uma garotinha insegura e que por dentro ela era alguém muito melhor do que ela demonstrava ser.
HARRY POV OFF                                                                                         
 Cheguei em casa, já tarde. Entrei com um pouco de dificuldade porque o Bolinha já estava ficava pesado demais. Joguei a chave em quanto qualquer e adentrei a cozinha dando de cara com Edy rindo pelas ventas com um cara que estava de costas pra mim e karlinha do seu lado.
- Edy o seu bolinha esta realmente uma bolinha, aposto que minha coluna esta toda torta..- Fiz careta colocando a caixa de transportes dele.
- Besta ele ta crescendo, neh meu amor , meu tchutchuquinho ... –Ela fez voz de retardada pegando ele no colo.
- (seu apelido)  esse é o Zayn.. – Ela disse colocando o Bolinha no chão e voltando pra mesa.
- Oie - sorri tentando ser o mais simpática possível ,  caso contrario Edy me mataria por não trata o flerte dela bem.
- Oie prazer.. – Ele sorriu acenando com as mãos.
- Sente-se vamos comer. – Edy disse tirando o que me parecia um perú assado do forno. Senti estomago revirar só de olhar.
- Não estou com fome, eu tomei um café no Starbucks.. – E girei os calcanhares indo em direção ao meu quarto antes que ela começasse a tagarela como sempre.
#CONTINUA

quinta-feira, 22 de maio de 2014

There is always a new beginning - Com Harry styles Cap 4

Postado por lethicia às 17:30 0 comentários



Capitulo 1
Capitulo 2
Capitulo 3

– Ui, pra que isso tudo hein? – disse (seu nome), quando viu que o irmão estava mais arrumado do que o normal. 
– Uma garota na festa ontem me disse que me encontraria hoje – disse Niall, com um sorriso malicioso. 
– E você não perguntou sobre as amigas dela PORQUE...? – falou Harry .
– Porque ele sentiu pena delas – disse (seu apelido), com um sorriso. 
– Porra, acordou insuportável né (seu nome)? – exclamou Harry .
– NÃO VAMOS COMEÇAR DE NOVO! – exaltou-se Niall. – Harry , sua mãe deve estar lá fora. Vamos, os dois, e não quero ouvir brigas. 
Niall pegou sua mochila e atravessou a porta, seguido por (seu nome) e Harry . Os dois não trocaram nem duas palavras no carro, e (seu nome) mandava várias mensagens para Karla.
Chegaram à escola e desceram do carro, Niall ansioso e (seu nome) um tanto preguiçosa. Viu que Karla já estava lá e logo se animou. 
– Oi, amiga! – disse (seu apelido) quando a viu. 
– E aí, (seu apelido) – disse Karla, quando viu que Harry saía do mesmo carro que a garota. – Você veio com o Harry ? – perguntou Karla, com cara de desprezo. – Deve estar com um puta mal humor. 
– Nós não conversamos – disse a amiga rapidamente. – A Carolzinha e a Edy já chegaram? 
Karla apontou com a cabeça para Carolzinha, que descia do carro e já vinha correndo falar com as amigas. 
– Oi – disse a garota, ofegante. 
Jake, um dos membros do time de futebol, ficou a encarando. Ele era o garoto mais fofo da escola e todas as garotas tinham uma quedinha por ele. 
– Hm, Karla, tá podendo hein? – disse Karla, rindo. 
– Fica quieta! – sussurrou Carolzinha.
As três entraram na escola e começaram a fofocar. Logo, Edimara chegou, e então o sinal tocou e as três subiram. Aula de inglês! Todos adoravam a Sra. Monroe. 
As quatro garotas estranharam em ver a sala completamente cheia. 
– Bom dia, professora! – disseram os alunos animados logo quando ela entrou. 
– Nossa, meus bebês estão felizes – brincou a professora. 
Ela fez as apresentações para os alunos novos, que não eram muitos. E logo passou uma atividade, e todos prestaram atenção, curiosos, pois as atividades da Sra. Monroe eram as melhores. 
– Eu quero que vocês escrevam seu nome em um papelzinho. 
Todos abriram os cadernos e começaram a escrever. A professora passou com uma caixinha e todos colocaram os pedaços de papéis lá dentro. 
– Vocês vão sortear alguém e vão falar sobre essa pessoa. 
Todos bufaram. Era difícil uma atividade da professora ser chata. 
– Aff professora, por quê? – perguntou Zayn.
– Porque no ano passado, meu caro Zayn, houve muitas brigas nessa sala – ela levantou uma sobrancelha, logo virando a cara para (seu nome),Harry e Karla. – No último dia de aula, houve uma reunião, e todos os professores decidiram que farão atividades na sala que façam vocês se respeitarem mais. JHarry e (seu apelido) se entreolharam. Sabiam que grande parte das brigas era deles. 
– Tem pessoas muito implicantes aqui nessa sala – continuou a professora –, mais do que em qualquer outra. Vocês não se odeiam, só gostam de encher o outro, né? – Todos riram, admitindo. – Você escreverá um texto falando sobre a falta que a pessoa fez nas férias. Mas antes eu farei grupos. Porque eu sei bem sobre as panelinhas dessa sala, meus bens. 
Ela foi para perto dos oito amigos: era com certeza o grupo que mais dava confusão. Karla estava na primeira fileira, e foi a primeira a pegar o papelzinho. 
– NÃO! – disse ela, ao ler o nome. – NÃO, professora! Isso é MUITO azar, é muito azar MESMO! – Quem você tirou, Karla?
Karla olhou com ódio para Zayn, e todos riram, com exceção dos dois. 
– Ah, isso será divertido! – disse Niall.
– Só se for pra você – falou Zayn, bruscamente. 
– É, Niall – disse Karla, evitando contado visual. Logo virou pra professora. – Eu não posso falar sobre ele. 
A professora simplesmente a ignorou, passando a caixinha para a próxima. Edimara. A professora sorriu, pois Edimara era a mais fácil de lidar ali no meio. 
– Harry – ela riu. Styles suspirou, aliviado. Por sorte seu papelzinho não caíra com a idiota da (seu nome).
O próximo era Zayn. 
– Não... não... não... – disse Zayn, batendo a cabeça na parede várias vezes. 
– O que foi, Malik? – perguntou (seu apelido).
– ISSO É MACUMBA! – exaltou-se Zayn. – FALA, QUEM AQUI ANDA USANDO MAGIA NEGRA CONTRA MIM, HEIN? 
– , calma – disse Carolzinha. Após o garoto respirar fundo, Carolzinha continuou. – Quem você tirou? Ele fechou os olhos com raiva. 
– Karla.
Todos da sala riram, com exceção dos dois, novamente. Aquilo era de fato muito engraçado. – Acho que é destino, hein? – provocou Niall. – Cala a boca! – disseram Karla e Zayn, em uníssono. O próximo era o Niall.
– Que letra horrorosa é essa? – perguntou Niall. – Ai, meu Deus! Eu caí com Payne! – disse numa voz afetada, fazendo todos rirem. – Professora, esse texto vai ficar muito gay. 
– Aproveite a oportunidade, amor – brincou Carol, fazendo todos rirem, inclusive a professora. 
(seu apelido) era a próxima. – Eu tirei a Edy! – disse. 
Carol pegou seu papelzinho, animada. – Eu tirei o Niall! – disse Carolzinha, rindo. 
– Pelo menos alguém ficou feliz com o colega que tirou – comentou a professora. – COMO É QUE EU PODIA FICAR FELIZ TIRANDO AQUELA COISA? – disse Zayn, apontando para Karla.
– Ah meu querido, porque você acha que eu gosto de ter que escrever sobre a falta que você me fez nas férias, né? – disse Karla. – Aliás, professora... – Karla estava tirando uma folha de seu caderno e estendendo para a professora. – Toma. 
– O que é isso, Karla? – perguntou a professora. 
– Minha redação, ué. 
– Mas não tem nada escrito! 
– Exato – disse Karla olhando para Zayn, tentando provocá-lo. – Ele não me fez falta nessas férias. 
Zayn não teve reação. Aquela garota o tirava do sério. – Karla, você quer que eu abaixe sua nota? – perguntou a professora. 
Karla logo se sentou e começou a escrever no papel, fazendo algumas pessoas rirem, porém Carolzinha mantinha uma expressão séria no rosto. 
Payne levantou-se para tirar seu papelzinho, quando vira que a professora esquecera-se dele por causa de Karla. Ficou apreensivo com quem ele poderia tirar. 
– Quem você tirou, Payne? – perguntou Zayn, mostrando interesse. 
– Carol.
(seu nome) pôde ver as bochechas da garota ficarem roxas de tanta vergonha. Ai meu Deus, eles eram tão fofos. (seu apelido) ficou feliz por cinco segundos, e percebeu que Harry estava feliz também. Viu o sorriso bobo que o garoto tinha no rosto. Então, viu sua expressão preocupada. 
– PERA AÍ! – disse Harry , levantando-se. – Se o Payne tirou a Carol, isso significa... 
– Que você tirou a (seu nome) – disse a professora, com um sorriso quase maldoso no rosto. 
– O QUÊ? – disseram (seu nome) e Harry ao mesmo tempo. Se entreolharam, preocupados. (seu nome) deu um sorriso maligno após um tempo: Harry teria que falar coisas boas naquele papel, ou tiraria uma nota ruim. Ela só ganhava com qualquer uma das situações. 
– Espero que tenha sentido minha falta, bebê – provocou (seu nome).
– Payne, por favor, troca comigo? – implorou Harry , o que fez Carolzinha rir baixo. 
– Tá louco? – disse Payne. – Tá na hora de vocês resolverem seus problemas! Não me coloque no meio disso, dude. Vocês são meus melhores amigos, mas um dia essa briga vai ter que acabar! E outra... Eu gostei de ter tirado a Carol.
– HMMMMMMMMMMMMMMMMM! – provocou Malik. Carolzinha olhou para ele com ódio, o que era raro para ela. Ele se conteve quando viu que ela estava mais vermelha do que nunca. Quando (seu apelido) viu aquilo, trocou um olhar cúmplice com Zayn. Embora não se dessem muito bem, os dois pensavam igual. 
A professora fez o resto do sorteio. Todos os alunos estavam escrevendo bastante, ninguém tinha odiado tanto o parceiro que tirou. (seu nome) não parava de jogar os cabelos na mesa de Harry , tentando enfurecê-lo. Karla implorava pela ajuda de Carol, que a ignorava. E Zayn não tirava os olhos de Edimara, embora soubesse que mais cedo ou mais tarde, teria que começar aquele texto. 
O sinal tocou. 
– Vão fazendo os textos – disse a professora. – Eu não direi quando é pra entregá-los, então terminem, porque quando eu pedi-los, é bom que vocês entreguem. 
(seu nome), Edimara e Payne foram para a aula de história. Karla e Zayn tinham aula de geografia naquele horário. Harry , Niall e Carol foram para a aula de espanhol. Todos os amigos se re-encontraram na aula de ciências. 
A Srta. Hart disse: 
– Façam duplas! E estou tão boazinha que vou deixá-los escolher. 
Zayn logo se irritou porque Karla chamou Edimara. Olhou para Niall com uma expressão desesperada. Então o amigo tentou ajudar: 
– Karla, você pode ser minha dupla? – isso causou o silêncio e espanto total na sala. – Que é, gente? Ela é boa em ciências – retrucou Niall, corado.
Karla, corada, perguntou: 
– Tudo bem, Edy?
– Claro, amiga – disse Edimara, com um sorriso malicioso no rosto. Logo foi cutucada por Zayn e sentiu seu coração parar. 
– Posso sentar com você? 
Edimara assentiu com a cabeça. 
Em alguns instantes, todos tinham suas duplas. Dos oito alunos, as duplas eram Karla e Niall, Edimara e Zayn, Carol e Payne. (seu nome) e Harry não tinham ninguém, e o resto da sala já tinha um colega. 
– Vai ter que sentar com a Horan, Harry ! – exclamou Zayn.
– Ah, não vou mesmo – disse Harry .
– Vai sim – disse a professora, ríspida. – Ou faz com ela, ou tira zero. 
Harry colocou de má vontade sua cadeira perto da de (seu nome). 
– Vamos tentar nos dar bem só nessa aula, Styles – disse (seu nome), olhando para suas unhas. 
Os dois não conseguiram fazer muita coisa. Não se concentraram, mas não foram os únicos: Zayn comia Edimara com os olhos e a garota, por mais que tentasse evitar, perdia todo o foco da lição. Payne e Carolzinha ficavam lendo os livros, mas suas atenções iam embora quando suas mãos se encostavam ou quando olhavam nos olhos um do outro. Karla, porém, estava focadíssima, embora seu parceiro, Niall, não conseguia nem pensar: estava distraído demais por ter Karla tão perto. O que estava acontecendo com aqueles alunos? 
– To vendo que não vai ter progresso – comentou a professora, fingindo tédio, embora Harry tivesse reparado que ela estava animada com o clima rolando por ali. – Vocês oito. Juntarão todas as suas pesquisas e farão um trabalho para semana que vem. Os oito. É bom que façam um trabalho decente. 
O sinal tocou. A última aula do dia dividia os oito amigos. Harry , (seu nome), Carol, Zayn e Niall iam pra aula de matemática. Payne, Karla e Edimara iam pra educação física. 
Na aula de matemática, o Sr. Austin entregou folhas de exercícios a metade da sala, e disse que eles teriam de fazer duplas com quem não ganhou a folha. 
Niall, Carolzinha e (seu nome) ganharam uma folha de exercícios. Carolzinha fez dupla com um garoto nerd que era bem fofinho. Niall chamou uma garota "muito gostosa" pra fazer dupla com ele. Uma garota chamou Zayn para ser sua dupla, e ele aceitou, pois disse que dava pro gasto. De alguma forma, o resto da sala tinha formado as duplas, e Harry e (seu nome) tiveram de fazer os exercícios juntos. De novo.


– CHEGA! – exclamou Harry depois de um tempo. – Não consigo resolver essa porra. Álgebra é uma grande merda. 
– Calma, Harry – disse (seu nome), segurando o riso. – Você só tem que separar o x dos números naturais. 
– Mas e essa porra de potência? – perguntou Harry , ainda nervoso e confuso. 
– Você separa também – disse (seu apelido), soltando uma risadinha. – É fácil pra você rir. Você é esperta. 
(seu nome) segurou o sorriso quando ouviu aquilo. Você é esperta.
– E como é que eu faço essa porra? – perguntou Harry , irritado. – Fala mais baixo, o professor vai te mandar pra fora se ouvir a palavra com P saindo da sua boca de novo – alertou (seu nome).
– Foda-se – sussurrou Harry .
(seu nome) levou a aula inteira para explicar a Harry como resolver o primeiro exercício. A garota já havia terminado sua lista. Não sabia como, mas tinha muita facilidade com números. Alguns minutos antes do sinal tocar, com (seu nome) segurando o ataque de riso e Harry mais nervoso do que nunca, professor chamou a atenção deles. 
– Alunos, prestem a atenção. O diretor Franklin tem algo a dizer pra vocês no refeitório, arrumem suas coisas – disse. 
Arrumaram tudo e foram para a cantina. Encontraram Payne, Karla e Edimara. 
– Bom dia, alunos – disse o diretor. – Bom, como vocês sabem, temos o nosso time de futebol há muitos, muitos anos. E nós nunca demos as garotas uma forma de se exercitarem, também. – Karla já estava completamente histérica. – Então, nós vamos abrir testes para um grupo de líderes de torcida na escola, afinal, precisamos de algumas, não é? Karla não se conteve. Soltou alguns gritinhos histéricos, Carolzinha fazendo rir. 
– Nós vamos deixar a lista para vocês se inscreverem nos corredores – continuou o diretor. – Se inscrevam. Os testes serão na segunda-feira, com a Treinadora Lodge. Espero que todas as garotas se inscrevam e... – o diretor foi interrompido por dois barulhos ensurdecedores: o sinal e os gritos de Karla. 
A garota foi a primeira a fazer sua inscrição. 
– Não sei o que ela vê de tão legal nessa coisa de "chear" – riu Carolzinha, indo em direção às bandejas. 
– Eu também não – disse (seu apelido). – Tomara que ela consiga ser a capitã ou alguma coitada vai morrer... 
– Peraí, você não quer ser líder de torcida? – perguntou Harry para (seu nome), chocado. – Não, uai – disse (seu nome), naturalmente. – Por quê? 
– Você tem cara de líder de torcida – disse Harry .
(seu apelido) não sabia se aquilo era um elogio ou uma ofensa, mas não teve tempo de pensar nisso porque Karla os alcançou e começou a tagarelar. 
– Vocês PRECISAM entrar pro grupo das chears! – disse Karla, empolgada. 
– Nem tente – disse Carol, andando mais rápido. 
– Ah, por favor, Carolzinha! – choramingou. – A (seu apelido) vai tentar comigo, né? 
– Me deixa fora dessa, amiga – disse (seu apelido), esbarrando acidentalmente em Harry . 
– Então as duas vadias não vão fazer o teste comigo? – Karla ficou parada por um instante, quando Edimara passou ao seu lado, enquanto Zayn a seguia. Karla puxou a amiga para perto de Carol e (seu nome). – A Edy vem comigo, né? 
– Ai, Karla – disse Edimara, receosa. – Eu não gosto muito dessa coisa de torcida. 
– Pois passe a gostar! – disse Karla, pegando uma bandeja para pegar sua comida. – Nós temos a chance de ficar mais populares do que já somos, e vocês vão deixar essa chance passar? 
– Basicamente – disse Carolzinha. 
– Como é que vocês não querem isso, gente? – perguntou Karla, indignada. – Aposto que o Payne adora líderes de torcida – sussurrou a garota no ouvido de Carolzinha, que ficou corada e logo viu que o garoto se aproximava. Karla, (seu nome), Harry e Carol procuraram seus lugares na mesa.Carolzinha foi puxada para sentar ao lado de Karla, e (seu nome) sentou em frente às garotas. Harry , por alguma razão, sentou-se ao seu lado. 
– Então, você não vai mesmo entrar pra torcida? – insistiu Harry .
– Que é, Styles? – provocou Karla. – Tá querendo ver a (seu apelido) numa minissaia super sexy? 
– Não – disse Harry , com calma. – É só que, sei lá, eu sempre imaginei que se houvesse um grupo de chears, a (seu nome) seria a primeira a se inscrever. 
– É o que eu quero – disse Karla. – Essa coisa não gosta de torcida, mas ela é ÓTIMA. 
– Eu não vou fazer o teste, Karla – disse (seu nome).
– Por favor! – Karla insistiu. – Você vai precisar me ajudar. Vou ter que ser capitã de um bando de garotas desesperadas por namorados, e não vai ter ninguém com talento ali. 
– Eu faço se a Carol fizer – disse (seu nome), sabendo que a amiga nunca faria o teste. 
– Tá legal – disse Carolzinha. – Amanhã fazemos nossas inscrições. (seu nome), Harry e Karla arregalaram os olhos. 
– É feio usar suborno pra conseguir as coisas, Karla – disse (seu nome).
– Eu estou tão surpresa quanto você! – Karla levantou as mãos. 
– Carolzinha? – Harry estava mais surpreso do que as duas garotas. – Você vai ser líder de torcida?
– Vou – disse Carolzinha, sorrindo para (seu apelido). 
Todos estavam surpresos. Carol Alves não gostava daquelas garotinhas metidas que se achavam melhores do que as outras. (seu apelido) nunca pensou que um dia ela seria uma. 
– Parece que você vai ter que fazer o teste, (seu apelido) – disse Karla, vitoriosa. Como é que ela sempre conseguia tudo o que queria? 
Niall, Zayn, Payne e Edimara chegaram após uns instantes e ficaram surpresos quando Karla anunciou que Carolzinha e (seu apelido) fariam uma audição para a torcida. 
– Agora só falta você, Edy – disse Zayn, com um sorriso safado no rosto. 
Após terminarem de comer, Niall e (seu nome) pegaram suas mochilas e foram para a entrada do colégio, esperando a mãe. Logo, todos os colegas foram também. 
– Ei, (seu nome)! – exclamou Harry , se aproximando. Ótimo, o que será que ele queria? 


#Continua

(inspirado em Love stories)

 

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