Cap 2
Edimara e (seu apelido) foram à casa de Carol, mas duas horas depois, o pai da Edy passou lá. Eles iam comprar alguma coisa no shopping, mas ela prometeu que estaria na festa às oito horas.
– (seu apelido), eu posso falar com você? – perguntou Carolzinha.
– Claro, amiga – respondeu (seu nome).
– Por que você odeia tanto o Harry?
(seu nome) parou por alguns segundos, surpresa com a pergunta.
– Ah, Carolzinha, não é que eu odeio... É só que, sei lá, ele me tira do sério sabe?
Carolzinha fitou-a.
– Pois eu acho que ele gosta de você.
(seu nome) arregalou os olhos, assustada com a ideia. Harry Styles nunca se apaixonaria por ela.
– Amiga, você tá doida – disse (seu apelido). – Acho que as chances do Harry virar gay são maiores das dele se apaixonar por mim. Carolzinha riu.
– (seu apelido), eu sei que você não ia acreditar em mim, mas eu precisava te contar.
– Por que você acha isso? – interessou-se (seu nome).
– Eu vi o jeito que ele engasgou hoje quando a Karla disse que o Jackson te queria na festa. Ele ficou muito estranho. Eu conheço ele bem melhor do que você. Bem melhor do que qualquer uma de vocês três. Ele é meu melhor amigo, eu sei do que eu to falando.
(seu apelido) pensou na ideia por alguns segundos, e então riu de si mesma por estar cogitando aquela possibilidade. Era óbvio que Carolzinha estava só brincando. Ou então era uma verdadeira iludida por acreditar que Harry pudesse nutrir algum tipo de sentimento por (seu nome).
Sua amiga estava louca. Totalmente louca. Harry Styles não se apaixonava e, se aquilo fosse acontecer algum dia, com certeza, não seria por (seu nome).
Ela não teve mais tempo pra pensar naquilo pois, quando se deu contra, Carol tinha pegado um de seus CD's e colocado no último volume. Típico dela.
– ABAIXA ISSO! – (seu apelido) gritou para que a amiga a ouvisse, mas ainda assim estava rindo muito de Carolzinha cantando com seu microfone imaginário.
– FALA SÉRIO, A SELENA GOMEZ NÃO É PERFEITA? – gritou Carolzinha.
– EU NÃO SEI! SÓ SEI QUE QUERO QUE VOCÊ ABAIXE ESSA MÚSICA – gargalhava (seu nome).
– ONE HALF OF ME WANTS YA, AND THE OTHER HALF WANTS TO FORGET! – gritava Carol, mais alto do que a música.
– Cara, acho que essa menina esqueceu de tomar os remédios, não é possível...
– Oh, you make me so upset sometimes...
– AI MEU DEUS, ABAIXA ESSA MÚSICA! – dizia (seu nome).
– AND I TELL MYSELF TO RUN FROM YOU, BUT I FOUND MYSELF ATTRACTED TO MY DILEMMA, MY DILEMA, IT’S YOU!
– Você tá precisando desesperadamente de um tratamento. Falo sério.
– Que isso! – disse ela, feliz. – A Selena diz TUDO nas músicas dela, amiga.
– Tá, já entendi – disse (seu nome).
– Quem será que é o "seu dilema"? – perguntou Carolzinha, maliciosa como sempre.
– Carol, se fode – disse (seu apelido).
– Captou a mensagem, né? – disse Carolzinha e depois piscou. (seu nome) sentiu seu coração ficar gelado, ela se paralisou. – Que... Que mensagem? – gaguejou (seu apelido).
– Você sabe do que eu to falando, querida – disse Carolzinha, desafiadora. – "Eu poderia viver sem você: seu sorriso, seus olhos, o jeito como você me faz sentir por dentro. Eu poderia viver sem você, mas eu não quero" – citou ela, sorrindo, mais convencida ainda. – Que familiar! É como se ela vivesse com a gente, né?
– Tá legal, Carol. Captei.
– Bom – disse Carolzinha, sorridente. – E você vai linda nessa festa pra encontrar o gatinho do... Ou melhor, pra encontrar o seu dilema – riu.
(seu apelido) não sabia como Carolzinha conseguia ser tão esperta. Ela entendia tudo que (seu nome) sentia só pelo olhar que a garota fazia. NemKarla, que a conhecia desde os seis anos de idade, sabia tanto sobre a garota.
– Eu vou tomar banho, (seu apelido) – disse Carolzinha, pegando uma toalha do guarda-roupa. – Vai escolhendo sua roupa, ok?
(seu apelido) começou a se preparar para a festa. Era a primeira do semestre. Sempre colocava muita pressão em si mesma por causa dessas coisas.
Carolzinha saiu do banheiro, já com seu vestido preto, mas ainda com os cabelos molhados e sem maquiagem. Não que precisasse de maquiagem, era linda de qualquer jeito e todos os meninos e meninas sabiam disso. Até ela sabia disso, na realidade.
(seu apelido) ficou pensando na música e nas coisas que sua amiga dissera. Não sabia o que pensar. Não estava certa sobre o que sentia. Desde que se conhecia por gente, seus sentimentos por Harry eram confusos demais para serem compreendidos por qualquer um, principalmente por si mesma.
Vestiu-se e abriu a porta para se maquiar com Carolzinha. "Meninos odeiam maquiagem exagerada", sempre se lembravam de Karla dizendo isso quando iam se maquiar. Ela entendia muito bem dessas coisas, e ninguém nunca questionava, só obedecia.
Carolzinha havia secado o cabelo e feito alguns cachinhos. (seu apelido) adorava quando o fazia, pois os cachinhos perfeitos ressaltavam as mechinhas loiras que Carolzinha tinha no cabelo.
– Tô bonita? – (seu apelido) perguntou a Carolzinha, mas se arrependeu no mesmo instante.
– Por quê? – perguntou, com uma sobrancelha levantada.
– Por nada, Carol! – disse (seu nome). – Eu só quero ficar bonita pra primeira festa do ano, nada mais, ok?
– Uhum, sei – disse Carol se olhando no espelho e retocando o rímel.
As duas saíram e foram para sala, onde o pai de Carol estava.
– Nossa! – exclamou quando as viu. – Vocês não vão mais.
– Por que, pai? – perguntou Carol, indignada.
– A (seu nome) pode ir se quiser, não sou o pai dela, mas não vou deixar os meninos ficarem olhando pra você! Não vou mesmo, Carol!
Carolzinha rolou os olhos e (seu apelido) riu baixo.
– (seu nome) – o pai de Carol virou-se para a amiga. – Promete que se algum garoto olhar pra ela, você vai beliscá-la?
– Ok, senhor – disse (seu apelido), rindo da cara que o pai fazia. Os três saíram e entraram no carro. Carolzinha e (seu apelido) não pararam de tagarelar nem por um segundo e o pai tentava acompanhar a conversa, mas se perdia porque elas falavam rápido demais.
– Ah, chegamos! – disse Carolzinha, animada.
– Tchau, filha – disse o pai, do carro. – E (seu apelido)! Não esquece nosso combinado!
– Pode deixar – disse (seu apelido), rindo. – Seu pai é muito engraçado.
– E idiota e protetor, também – falou Carolzinha.
As duas pararam por um instante. A casa de Jackson era realmente muito grande.
– Carolzinha, (seu apelido)! – gritou Karla, animada, com um copo com cerveja na mão. – Que bom que vieram!
– Você tá bebendo, Karla? – perguntou Carol.
– Ai, Carolzinha, é uma festa, ok? E eu tenho 16 anos! – disse Karla, puxando as amigas para dentro. – Saca só!
O lugar era enorme e estava simplesmente lotado. O colégio não parecia ter tantos alunos assim.
– Alguém já chegou? – perguntou Carolzinha.
– Ah não, essas pessoas não existem! – disse Karla, sarcástica. Ela devia estar ficando bêbada, pois sarcasmo não era com ela.
– To falando dos nossos amigos, Karla – disse Carolzinha.
– Ah, sim – disse a amiga. – Hm... Acho que não. O Niall disse que vai vir junto com o Zayn. O Payne me prometeu que viria, e disse que ia dar um jeito de trazer o Harry, mas eles também não chegaram. E a Edy... Já era pra estar aqui! – Karla saiu da casa, novamente. As duas a acompanharam. pegou o celular, tinha recebido uma mensagem.
– É o Payne – disse Karla, fazendo com que Carolzinha ficasse com o coração acelerado. – Ele disse que a mãe do Harry tá trazendo eles.
– E cadê a Edy, porra? – perguntou (seu apelido), sabendo que não teria resposta. – Vou ligar pra ela. – Pegou o celular e começou a discar, mas a música havia aumentado. A amiga atendeu, mas ela não a escutava.
– ALÔ? PERAÍ AMIGA, A MÚSICA TÁ ALTA DEMAIS!
– Alô? – disse Edy, confusa.
(seu apelido) saiu dali de perto e foi falar com a amiga. Nesse momento, Payne e Harry chegaram.
Carolzinha foi cumprimentar Harry e acabou abraçando Payne também, que estava quase tão corado quando ela. Óbvio que Karla só disse oi, pois não era próxima dos meninos. – Vamos entrar – disse Karla.
– A (seu apelido) e a Edy não vieram com você? – perguntou Payne.
– A (seu apelido) sim, ela tá falando com a Edy agora. Ela teve que sair porque o pai dela chamou, sei lá – Carolzinha, entrando na casa.
Harry sentiu seu coração acelerar quando ouviu que (seu nome) já estava na festa. Não sabia se aquilo era ódio ou... Não, era ódio.
– Gente, eu falei com... – (seu nome) voltou para frente da casa, mas as amigas tinham sumido. Ficou ali na frente esperando por Edy, que chegou em 10 minutos.
– Oi, amiga! – disse Edimara, abraçando (seu nome).
– Vamos entrar! Eu quero curtir logo essa porra de festa! – disse (seu nome), rindo, mas então Niall e Zayn chegaram. (seu apelido) foi cumprimentar a mãe, que não via o dia todo. – Oi, mãe! – disse (seu nome).
– (seu apelido), como você tá linda! – disse a Sra. Horan, sorridente. – Quando for pra buscar vocês me avisam tá? Eu posso levar algum amigo também, sei lá, a gente vê depois.
– Ok mãe, tchau! – disse (seu apelido), acenando.
– Horan – disse Zayn.
– Malik – respondeu (seu apelido).
Zayn logo olhou pra Edimara, que estava linda. Os quatro entraram na casa, procurando os outros quatro.
Logo acharam Karla, que estava sentada na escada com uma garrafa de cerveja na mão, beijando Jackson. Zayn e (seu nome) riram da situação, mas Niall fechou a cara.
– Onde estão os outros? – perguntou Edimara. – Não sei, eles sumiram – disse (seu nome).
– Hm, Carol, Payne e Harry sumidos! – disse Zayn com malícia. – Isso não vai dar certo.
Edimara riu, timidamente. Mas Niall não tirava o olho de Karla bebendo e rindo ao lado de Jackson.
– Karla! – gritou (seu apelido), quando ela parou de beijar Jackson. – Niall, Edy e Malik chegaram.
– Oi, Edy – disse Karla, em seguida olhando para Zayn, com desprezo. – Niall.
Niall acenou com o dedo, desconfortável com a situação.
– Onde os três estão? – perguntou Edimara, um pouco mais alto.
– Eu sei lá! – disse Karla.
Niall, Zayn, (seu apelido) e Edy saíram pra procurar, Zayn esbarrando "acidentalmente" em Edimara o tempo todo.
Karla ainda estava beijando Jackson na escada. – Quer subir? – perguntou , mordendo o lábio com malícia.
– Ah, não, vamos ficar aqui mais um pouco! – disse Karla, dando outro gole em sua cerveja.
Nesse momento, Harry apareceu.
– Karla? – ele gritou, pois a música estava alta demais. – Ai meu Deus, me deixem em paz, eu to ocupada! – disse ela, dando outro beijo em Jackson. Harry saiu pelos fundos, procurando por Payne e Carol. Havia se perdido dos amigos.
Alguma garota "muito linda" esbarrou em Harry, pois estava correndo.
– Ai, desc... – era (seu apelido). Viu que era Harry e se aliviou. – AINDA BEM QUE VOCÊ CHEGOU! Eu não sei onde o pessoal está! Quer dizer, você tá aqui e a Karla tá pegando o dono da festa na escada, mas eu perdi o resto do povo!
– Calma, vamos procurar – disse Harry, embora também estivesse um pouco nervoso. Passar o resto da festa sozinho com (seu nome)? Nada bom.
Harry e (seu nome) andavam rápido, procurando os amigos. Aquela casa era gigante. Foram até o quintal e encontraram Zayn sentado numa grande pedra.
– Dude, o que você tá fazendo aí? – perguntou Harry. – Ah, Styles – disse Zayn, um tanto bravo e cansado. – Garotas me deixam puto.
– O que a fez? – perguntou Harry, arqueando a sobrancelha. – Ou melhor, o que ela não fez?
– Haha, que engraçado você é, Styles – disse Zayn, sarcástico como sempre. – O Niall tava mal sabe-se lá por que, daí ela tentou conversar com ele e ele entrou na casa de novo, ela esbarrou em um monte de gente e ficou seguindo o Niall, perguntando o que tinha acontecido, e eu perdi os dois de vista daí to aqui.
– Você tava tentando pegar a Edimara? – perguntou a (seu nome), quando Zayn arqueou a sobrancelha. – ECA! Não gosto nem de pensar!
– Para de ser nojentinha, garota – disse Harry, estressado. – Encontramos o Zayn, agora o Niall tá perdido com a Edimara, e não sabemos com quem e onde estão Payne e Carol!
Os três começaram a andar. Pensaram em se separar para procurar mais rápido, mas não seria uma boa ideia. Ficaram andando pelo quintal por alguns minutos quando acharam Karla sentada em uma mesa, sozinha.
– O que você tá fazendo aqui? – perguntou (seu nome), um tanto aliviada.
– O Jackson – disse ela, virando-se para (seu nome). Olhos vermelhos. Ela tinha chorado. – Ele é um babaca.
– O que ele fez? – perguntou Zayn, bravo.
– O Niall começou a beber e bom, vocês sabem que ele é fraquíssimo com a bebida. A Edimara estava logo atrás dele, dizendo "A gente perdeu oZayn, Niall! Precisamos encontrá-lo e encontrar os outros!" ou "O que aconteceu que você tá tão estranho?" – Zayn sorriu quando ouviu queEdimara estava falando dele. – Daí o Niall ficou me encarando e ele tava bêbado, não tinha noção do que fazia! O Jackson achou que ele tava me secando e foi conversar com ele, daí ele também tava bêbado e começou a brigar comigo.
Karla respirou para continuar falando, o que era extremamente raro, pois a amiga tinha um fôlego enorme e nunca parava de tagarelar.
– Então o Jackson me puxou e me levou lá pra cima, daí ele quis ir pro quarto, mas eu não queria e saí correndo pra ver como o Niall estava – Karla deixou cair uma lágrima. – E ele não estava mais lá! Daí o Jackson desce esbarrando em mim com força e DE PROPÓSITO e pega uma menina pela cintura e beija, NA MINHA FRENTE! – agora ela não dizia chateada, e sim com ódio. – Por que ele fez isso comigo?
– MAS QUE BABACA! – disse Zayn, mais bravo que Karla. – Dá licença.
Ele entrou na casa.
– Fudeu – disse Harry. – Perdemos o também.
Karla saiu correndo. (seu apelido) a seguiu, mas então Harry a puxou pelo braço.
– NÃO! – gritou Harry. – Todos já foram embora, você também não vai!
Ele largou o braço da garota e sentou-se no lugar em que Karla estava. Não sabia como, mas quando se deu conta, (seu nome) estava sentada do seu lado.
Flashback mode on
Era festa de Michael, o namorado de (seu nome). Todos os amigos da garota foram, mais por ela do que por ele. Era o primeiro ano do colegial.Harry não sabia por que estava na festa, não gostava de (seu nome) muito menos de Michael. Mas Niall não parava de encher o saco, então ele foi.(seu nome) estava no quarto de Michael, e ele estava querendo dar um próximo passo na relação. Ela começou a xingar ele de tudo, e chorava demais por ver que seu namorado era um babaca.
Zayn apareceu ali e ouviu toda a briga. Xingou pra caralho o namorado de (seu nome). Ele sempre fora superprotetor, isso em relação a qualquer uma das quatro meninas.
(seu nome) saiu dali correndo e chorando. Ficou sentada com os pés descalços na piscina, os olhos muito inchados, esperando que alguma alma viva aparecesse. Se fosse Michael, desejou que fosse uma alma morta. Qualquer um poderia aparecer ali, simplesmente pra ela dar um abraço. Era meia-noite e meia, estava tudo escuro ali fora. Viu um vulto de luz aparecer, como se fosse uma lanterna. Virou-se para ver quem era.
– (SEU NOME), CARALHO! – gritou Harry, correndo até a garota. – COMO É QUE VOCÊ FAZ UMA COISA DESSAS COMI... COM A GENTE? ESTAMOS TE PROCURANDO HÁ SEI LÁ QUANTO TEMPO! – Harry, por mais que estivesse aliviado, estava muito nervoso. Viu os olhos vermelhos da garota e o sorriso triste que abrira. – O que aconteceu?
(seu nome) simplesmente levantou e o abraçou. Eles se odiavam, ela estava ciente disso, mas não aguentou dar um abraço no garoto. Ele a abraçou de volta. – Não me preocupa mais assim, porra – disse ele, fechando os olhos.
– Nunca – ela disse, sorrindo.
Flashback mode off
Após alguns minutos, Harry cortou o silêncio.
– Por que você está aqui? – perguntou.
A garota virou pra ele e abriu um sorriso.
– Estamos quites – disse ela.
Logo ouviram várias risadas, e levantaram-se para ver quem era. Carolzinha e Karla não conseguiam parar de rir.
CONTINUE LENDO .....
(inspirado em Love stories)
#Continua

0 comentários:
Postar um comentário